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	<title>Setor Público e Privado &#8211; Rosan Empresarial</title>
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	<description>Especialistas Tributário</description>
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		<title>Qual deve ser a distância ideal entre setor público e privado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2017 19:56:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Setor Público e Privado]]></category>
		<category><![CDATA[Imprevisibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[São Paulo – “Nem tão perto, nem tão longe”: é assim que deve ser a relação entre setor público e setor privado, de acordo com Peiro Ghezzi, ex-ministro da produção no Peru. Ele foi um dos especialistas que debateram nesta terça-feira (28) o relatório do Banco Mundial intitulado “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo – “Nem tão perto, nem tão longe”: é assim que deve ser a relação entre setor público e setor privado, de acordo com Peiro Ghezzi, ex-ministro da produção no Peru.</p>
<p>Ele foi um dos especialistas que debateram nesta terça-feira (28) o relatório do Banco Mundial intitulado “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”.</p>
<p>Encomendado pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy ainda no governo Dilma Rousseff e divulgado na semana passada, ele dá recomendações sobre a continuidade das políticas de apoio às empresas no país.</p>
<p>O processo de criar (e desmontar) incentivos tem suas armadilhas. Coordenação de menos implica ficar alheio às demandas e ao cotidiano do setor privado:</p>
<p>“Quando os incentivos são mais alinhados ao mercado, tem mais impacto”, diz Xavier Cirera, economista do Banco Mundial que participou do estudo, citando o caso do Pronatec.</p>
<p>Mas coordenação demais implica o risco de captura regulatória e de uma agenda que favoreça os capitalistas em detrimento do capitalismo.</p>
<p>No limite, leva ao que vimos na história recente do país: corrupção, um Estado inflado e crise fiscal sem benefícios tangíveis para a população.</p>
<p>“A indústria brasileira esteve com a agenda errada nos últimos 10 anos. Ao invés de olhar do ponto de vista geral, ficou muito no varejo: pediu um programa aqui e um programa acolá, mas que acabaram gerando um problema macroeconômico”, diz Samuel Pessôa, do Ibre/FGV.</p>
<p>Angelo José Mont’Alverne Duarte, subsecretário do Ministério da Fazenda, diz que ao invés de pensar nas vantagens comparativas de cada região, muitos agentes do setor privado e governantes acreditam que a única forma de enriquecer é copiando o perfil econômico de uma região rica.</p>
<p>No caso do Brasil, isso gerou uma obsessão com incentivos pontuais ao setor industrial. O relatório do Banco Mundial aponta uma economia potencial de 0,38% do PIB com a reformulação de isenções tributárias fornecidas à Zona Franca de Manaus, por exemplo.</p>
<p>“A Zona Franca aumenta o PIB per capita, mas não a renda per capita. Quem se apropriou disso não é quem está lá. o beneficio é apropriado mais pelo capital do que pelos trabalhadores que estão lá”, diz Angelo.</p>
<p>João Manoel Pinho de Mello, chefe da Assessoria Especial de Reformas Microeconômicas do Ministério da Fazenda, diz que a orientação do governo agora é outra: se concentrar em resolver problemas de coordenação e em prover bens públicos.</p>
<p>“A gente precisa diminuir um pouco esse fetiche com a indústria e dar mais atenção para as políticas horizontais. Essa é a nossa agenda”, citando leis que garantam mais segurança jurídica e mudanças no mercado de crédito como a nova taxa de juros de longo prazo.</p>
<p>Ele reconhece que se trata de “trocar o pneu com o carro andando” e que há um equilíbrio complicado em desmontar incentivos sem tornar o país ainda mais hostil às empresas que fizeram seus planos de investimento em outro cenário.</p>
<p><a href="https://exame.abril.com.br/negocios/mercedes-maior-problema-do-brasil-e-falta-de-previsibilidade/">“O maior problema do Brasil, e não só para a indústria automobilística, é a imprevisibilidade”, disse Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz no país.</a></p>
<p>A Mercedes fez planos de investimento baseados no Inovar Auto, que agora foi condenado na Organização Mundial de Comércio e deve ser substituído pelo Rota 2030, ainda sem detalhes claros.</p>
<p>Timothy Sturgeon, pesquisador sênior do MIT que estudou o programa, disse que essas transições são sempre dolorosas.</p>
<p>Para ele, o importante a partir de agora é trabalhar a especialização da indústria automobilística e permitir exposição à competição ao invés de tentar integrar toda a cadeia do setor dentro do país.</p>
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